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11/09/2018 - 16h15
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Missão Técnica leva produtores de MT para conhecer a produção de leite no Goiás

Fonte: vania costa
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Foto: REPRODUÇÃO

Uma missão técnica realizada pelo Sistema Famato levou um grupo de 14 pessoas, entre produtores rurais de leite das principais regiões produtoras de leite de Mato Grosso e técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) para conhecer o trabalho de propriedades referência na produção de leite no Estado de Goiás. A missão, que começou nesta segunda-feira (10) e segue até o dia 13 de setembro contou com o apoio do Sistema Faeg.

O objetivo da missão, conforme explicou o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), José Luiz Fidelis é promover a difusão de tecnologias produtivas capazes de viabilizar o crescimento sustentável dos sistemas leiteiros de Mato Grosso. “É importante que os participantes possam conhecer a gestão de qualidade das propriedades referência e com isso aprimorar os seus processos de produção. Nesta semana veremos questões de gerenciamento técnico, pastagem, nutrição animal, menores custos e como melhorar cada vez mais a qualidade”, destacou Fidelis.

No primeiro dia, recepcionados pelo superintendente do Senar-GO, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, o grupo visitou a Federação goiana, onde participaram de palestras institucionais, conheceram o sistema sindical da entidade e os serviços de Assistência Técnica oferecidos aos produtores de leite. Na sequência seguiram para uma visita técnica à Fazenda São Caetano, acompanhada pelo coordenador do Programa Senar Mais Leite, Carlos Eduardo, no município de Morrinhos, considerada referência na produção de leite.

A propriedade que tem 90% da produção de leite a pasto é de propriedade do médico veterinário José Renato Chiari. Na fazenda é produzido aproximadamente 450 mil litros de leite/mês. As 480 vacas em lactação produzem em média de 23 a 25 litros/dia (cada).

Apaixonado por tecnologias, em 1987, Chiari criou em parceria com dois colegas, um modelo de consultoria com equipe multidisciplinar, a Serviço de Assistência Veterinária (Samvet), que atendia as maiores fazendas produtoras de leite da época. Ele trouxe para o Brasil a tecnologia do embrião terapêutico.

Em 2001, soube, pelo irmão, que já vivia em Goiás, que havia uma fazenda à venda, no município de Morrinhos. Segundo ele, foi “amor à primeira vista” e, assim, deixou a Samvet, ficando apenas com a área de embriões, e iniciou sua história como produtor de leite, na Fazenda São Caetano. Segundo ele, foi um recomeço do zero, pois não tinha clientes e nem ao menos era conhecido na região.

De acordo com Chiari, em função de uma parceria com a Agrindus, começou a montar um banco de embriões da raça Girolando e, com isso viu na forte vocação da agricultura na região, a viabilidade de colocar em prática o seu projeto de produção de leite na Fazenda São Caetano. Desde então iniciaram os estudos, pesquisas por modelos de produção em pastagem, inicialmente irrigada sob pivô, com suplementação de concentrado. Em 2006, começou com o projeto de dois pivôs de 17 hectares cada, com centro móvel.

Para o produtor o grande desafio, é competir com a agricultura e ter números que tornem o leite competitivo frente a outras culturas. “Além da minha paixão pela atividade, o sistema tem alcançado números surpreendentes, superando a média de outras culturas”, contou.

Na propriedade o grupo pôde observar os investimentos em bebedouros, sombras móveis que são grandes diferenciais do sistema, proporcionando conforto aos animais. Outro diferencial é qualidade da água, trocada de duas a três vezes por dia. O pivô é dotado de aspersores de água que aumentam o conforto térmico dos animais.

Renato disse que mesmo com o sistema de irrigação, o inverno é o período de maior desafio, em função da redução do fotoperíodo, diminuindo a produção da pastagem.

A comitiva ainda assistiu uma apresentação sobre o “Conforto de Vacas a Pasto e as Vantagens da Raça Girolando”. Renato mostrou técnicas de como aumentar o conforto de leite a pasto, impactos para a produção, limitações energéticas das forragens tropicais, gasto energético para buscar alimento e água, máxima produção das Gramíneas tropicais no verão, como identificar estresse calórico, índice de temperatura e umidade, ordenha e pastagem, raças e cruzamentos, entre outros.

A Missão que tem o apoio do Senar-MT continua até o dia 13/09. O grupo ainda vai visitar outras três propriedades rurais em Goiás e finaliza em Brasília, com uma visita à Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Embrapa Cerrados.

Participam da missão presidentes e produtores rurais de leite dos Sindicatos Rurais de Poxoréo, Campinápolis, Pontes e Lacerda, Nova Canaã do Norte, Colíder, Guarantã do Norte, Vale do Rio Branco, Vila Bela da Santíssima Trindade, Dom Aquino e Terra Nova do Norte.

 

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