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06/10/2017 - 18h58
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Polícia Civil desarticula associação criminosa que esquentava madeira ilegal em Juína

Fonte: PJC
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Foto: REPRODUÇÃO

Uma operação com objetivo de desarticular uma associação criminosa, envolvida na criação de empresas fictícias e emissão de notas fiscais para regularização de madeiras extraídas ilegalmente foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério Público Estadual, na manhã desta sexta-feira (06.10), no município de Juína (735 km a Noroeste).

Na ação foram cumpridas dez ordens judiciais, decretadas pela 3ª vara de Juína, sendo cinco mandados de busca e apreensão e cinco conduções coercitivas. As buscas foram cumpridas no prédio em que funcionava as empresas de “fachada”. na região central da cidade, no escritório de contabilidade das empresas e nas residências dos investigados.

Foram conduzidos a Delegacia de Júnia, Dhiogenes Moretti Nunes, João Pedro Esper Cheida Barbosa, Alexsandro Souza Silva, o contador, Evandro Souza, e a funcionária de uma madeireira. Os suspeitos foram interrogados e responderão em inquérito policial por crime ambiental e contra a ordem tributária.

As investigações da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público iniciaram há cerca de um ano, identificando os suspeitos de montar empresas de fachada, constituídas em nome de terceiros. Nessas empresas, eram emitidas notas fiscais para vendas de madeiras por metros cúbicos, beneficiando madeireiras na venda de madeira extraída ilegalmente.

Para praticar o crime, a associação criminosa alugou um prédio, em que funcionava as empresas irregulares, que de acordo com as investigações, tinham vultuoso movimento financeiro.

Durante as buscas foram apreendidos, computadores, HDs, e documentos relacionados as empresas J.P. de Mendonça – Madeiras-ME, Sisflora, EFG Material de Construção, Eireli ME, Madereira ORP LTDA EPP, Madezan Madeiras LTDA EPP, assim como, notas fiscais, guias florestais, entre outros materiais que comprovavam a atividade ilícita.

Segundo o delegado regional de Juína, José Carlos de Almeida Júnior, nessa primeira fase da investigação foram identificados as pessoas que atuavam nas empresas, porém ainda devem ser identificados e ouvidos empresários madeireiros que se beneficiavam da fraude.

“Após quase um ano de investigações, conseguimos identificar essa associação criminosa que criava empresas fraudulentas, em que lesavam a ordem tributária e praticavam crimes ambientais, recebendo de empresários grandes quantias para emissão de notas fiscais, usadas para \´esquentar\´ madeiras de origem ilícita”, destacou o delegado.  

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