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24/08/2018 - 11h57
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Professores e alunos indígenas discutem alternativas socioambientais

Fonte: ANDRÉ ALVES
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Foto: REPRODUÇÃO

A preocupação ambiental é uma realidade que afeta a todos. Se vemos isso mais facilmente nas grandes cidades, isso não está ausente nas comunidades do interior da Amazônia. Na verdade, muitas das questões como a geração de lixo é um problema bastante comum, assim como a baixa qualidade da água em algumas regiões. As queimadas urbanas, que causam transtornos nas cidades, tornam-se catastróficas nas aldeias indígenas.

Estes foram alguns dos temas que reuniram indígenas de três povos indígenas na Terra Indígena Apiaká-Caiaby, no município de Juara, noroeste de Mato Grosso, entre 18 e 20 de agosto. O Encontro Coletivo Etonoambiental faz parte do projeto de extensão da Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat ConTextos ambientais Juruena-Juara/MT: formação docente de professores indígenas e da rede pública em Educação Ambiental. Este projeto foi criado no âmbito do Poço de Carbono Juruena, que apoia a Unemat e que é desenvolvido pela Aderjur, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

“A formação em Educação Ambiental é fundamental para o entendimento de como as proposições trazidas pelo projeto para a comunidade dialoga com muitas das questões que estão sendo trabalhadas pelos professores em sala de aula, resultando em maior empoderamento dos professores e alunos pelas atividades do projeto, seu maior alcance para as famílias e sua sustentabilidade em longo prazo”, explica Paulo Nunes, coordenador do projeto.

Os dois primeiros dias do evento foram realizados na Escola Indígena Munduruku, com 12 professores e 61 alunos, em que os jogos abordaram, de forma muito prática, temas ambientais ligados ao cotidiano.

Uma das atividades, por exemplo, foi a competição para que os grupos trouxessem o maior número possível de sementes de espécies diferentes de plantas. Em poucos minutos, as crianças e adolescentes reuniram cerca de 60 espécies, mostrando que eles têm conhecimento da diversidade da flora na aldeia e seu entorno.

Outra atividade foi que cada grupo teve que trazer um ancião para que contasse uma história relacionada aos temas ambientais. Com isso, os jovens perceberam a importância da sabedoria dos mais velhos em relação a vivência na aldeia.

Já um quizz, jogo de perguntas e respostas fez com que as crianças percebessem os maiores problemas socioambientais da região, que são o acúmulo de lixo como plástico e baterias, sobre o como a queima descontrolada faz estragos na biodiversidade. Ou ainda como a escassez de água na aldeia Munduruku é agravada com os agrotóxicos que são jogados nas fazendas em volta da Terra Indígena e contaminam a água do rio que abastece a aldeia. Quando chove a água leva esse agrotóxico para dentro dos rios, provocando a morte de peixes e complicações gastrointestinais nas crianças.

 

Seminário com professores

Estes mesmos temas foram abordados num intercâmbio com os Apiaká, Kayabi e Munduruku, totalizando 121 pessoas, entre professores e alunos. Realizado na aldeia Tatuí, do povo indígena Caiaby, o evento teve início com a apresentação dos trabalhos de Educação Ambiental dos alunos de três escolas dos povos Caiaby, Apiacá e Munduruku. Estes projetos estão sendo desenvolvidos desde o inicio do ano com a supervisão da Unemat e apoio do projeto Poço de Carbono Juruena.

Após as apresentações, os professores puderam participar de cinco oficinas para aperfeiçoamento em Educação Ambiental, com os seguintes temas: Resíduos sólidos; Educação Patrimonial; Confecção de material didático para Educomunicação: cartazes comunicativos; Elaboração de material didático para Educomunicação: um vídeo e Escola- Comunidade: consumo de bebidas;

Uma das conclusões apontadas durante o evento foi a necessidade de trabalhos de sensibilização em relação a como fazer queimadas seguras e apenas em caso de última necessidade. Isso porque além da destruição da floresta e da fumaça, a queimada mata ou afugenta os animais que serviriam para caça.

Quanto ao lixo, o principal foco é pensar na educação para o consumo, para que hábitos alimentares sejam repensados, por exemplo. Quanto mais se consumir alimentos produzidos dentro da própria aldeia há menos necessidade de adquirir alimentos industrializados e contaminados com produtos químicos e conservantes.

Já a questão da água e da contaminação dos agrotóxicos são problemas externos que exigem esforços em outras esferas e que precisam da ação do poder público, de forma mais intensa, para mitigar esses problemas.

 

Poço de Carbono Juruena

O projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. 

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