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22/03/2018 - 17h24
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Projetos de sustentabilidade do Noroeste de Mato Grosso são referências para o mundo

Fonte: Andre Alves
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Foto: REPRODUÇÃO

Uma missão do governo norueguês veio a Juruena, no Noroeste de Mato Grosso, conhecer uma experiência de sustentabilidade que atua no fortalecimento da cadeia socioprodutiva da castanha-do-Brasil. Trata-se do projeto Sentinelas da Floresta, financiado pelo Fundo Amazônia, que é um “projeto irmão” do Poço de Carbono Juruena, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e que foi desenvolvido entre 2011 e 2015 e retomado agora em 2018.

 

O governo da Noruega tem uma iniciativa de ação para clima e floresta pelo qual apoia países e comunidades no mundo e reconheceu que a combinação entre conservar a floresta e o bem-estar local na região é uma experiência bem sucedida que precisa ser replicada internacionalmente.

 

Mas estes frutos só estão sendo colhidos porque há sete anos, em 2011, a Petrobras apostou na proposta do projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur. A proposta de promover o desmatamento evitado e a recuperação de áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais e extrativismo foi ganhando a confiança da população local aos poucos, das prefeituras da região e até mesmo de empresas com responsabilidade socioambiental.

 

Para se ter uma ideia, na primeira fase do projeto Poço de Carbono, foram elaborados 04 projetos do Programa de Aquisição de Alimentos da Conab, que resultou em mais de dois milhões de reais para os agricultores de três organizações: a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (Amca) e a própria Aderjur.

 

Somente no caso da Amca, foram quase 900 mil reais para compra com doação simultânea para merenda escolar e formação de estoque de castanha. Na prática funcionava assim: a associação de mulheres recebeu dinheiro do governo federal para comprar 290 toneladas de castanha-do-Brasil e produzir amêndoas beneficiadas ou biscoitos artesanais com castanha para a merenda escolar de oito municípios da região Noroeste do estado.

 

“Ajudar as organizações a acessarem recursos do governo federal foi importante para o projeto Poço de Carbono Juruena estimular o desenvolvimento territorial sustentável”, aponta Paulo Nunes, coordenador do projeto. “Outro fato muito positivo foi que isso propiciou uma melhoria na qualidade da merenda escolar pública, uma vez que o fruto da castanheira é rico em gorduras, proteínas e possui Selênio, Zinco e vitamina E, que agem como antioxidantes e melhoram o sistema imunológico do organismo e o poder cognitivo dos jovens”, completa.

 

Pagamento por serviços ambientais

Outra importante contribuição do projeto Poço de Carbono Juruena foi em relação a implantação dos sistemas agroflorestais e extrativismo aliada a uma proposta de pagamento por serviços ambientais nos primeiros anos do projeto. Sete famílias receberam durante alguns meses uma bolsa de 250 reais como uma forma de compensar as famílias que conservam as áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente de suas propriedades e recuperaram áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais.

 

Manejo da castanha

O manejo sustentável da castanha do Brasil numa área de quatorze mil hectares do Assentamento Vale do Amanhecer e nas terras indígenas , além de fornecer renda aos extrativistas representa evitar a emissão de 4.566.243 t CO2.

 

Quando o projeto Sentinelas da Floresta teve início, em 2014, encontrou um ambiente propício de desenvolvimento. Agora, e 2018, com a nova fase do projeto Poço de Carbono Juruena, as famílias da região já sabem que novos esforços estão sendo envolvidos para o desenvolvimento sustentável.

 

E este é o cenário atual, que bons projetos de desenvolvimento precisam do envolvimento de vários setores da sociedade e que as soluções vão surgindo aos poucos, e de forma constante.

 

 

 

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