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21/07/2017 - 07h57
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Sintap informa que Cipem não precisa temer identificação da madeira

Fonte: Adriana Nascimento
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Antes da reinauguração do posto do Distrito Industrial para a volta da identificação da madeira o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) encaminhou nota à imprensa dizendo ser a favor da volta da identificação, mas com algumas observações contrárias. Conforme a nota: “É importante registrar que, em nenhum momento o setor florestal se posicionou contrário ao Indea, ou qualquer outro órgão, de realizar fiscalização dos produtos florestais oriundos de planos de manejo lotados em Mato Grosso. No entanto, a emissão do Certificado de Identificação de Madeira (CIM) pelo Indea em um posto fixo, localizado em Cuiabá, é extremamente questionável, pois obriga que todos os caminhões do Estado “desviem seu caminho” para se submeterem a inspeção. Como fica a situação das cargas que saem dos municípios mais distantes da capital? Quem vai arcar com os custos do aumento de tempo na estrada e os atrasos nas entregas?”. Com relação a isso o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, disse que os postos volantes continuarão a identificar como sempre fizeram nestes últimos anos. “No Distrito Industrial passam 80% dos caminhões com madeira do Estado. Portanto, não será preciso desviar”, lembrou Nolasco.

 

Em outro trecho a nota diz: “Não podemos aceitar e nem suportar a imposição de mais burocracias, taxas e a exigência de mais um documento/comprovante. Avaliamos que além de desnecessário, esse procedimento prejudica a comercialização, torna a logística mais complexa, gera atrasos e penaliza o setor, o que resulta em perda de competitividade dos produtos mato-grossenses”. A presidente do Sintap, Diany Dias, rebate essa questão alegando que a identificação não é desnecessária e este documento agrega mais valor ao produto uma vez que indica uma origem lícita e segura para o consumidor.

 

Mais à frente os madeireiros alegam: “(...) acreditamos que a emissão do CIM não trará nenhum novo benefício ambiental, garantia de preservação, conservação ou combate ao desmatamento ilegal e aos danos ocasionados por práticas ilícitas. Ao contrário, resultará apenas em mais burocracia e perda de competitividade dos nossos produtos em relação aos outros Estados”. Todavia, conforme Diany Dias, o documento será um benefício sim e não é porque outros estados não têm este controle que Mato Grosso não pode ser exemplo para o Brasil. “Por que ser exemplo só de coisa ruim e não de boa para o país?”, destacou a presidente.

 

A nota prossegue informando que, “Por esse motivo, defendemos um maior investimento e intensificação da fiscalização volante em todo o território mato-grossense e propomos que a inspeção da carga pelo Indea, para verificação das espécies transportadas, seja realizada nos postos fiscais localizados na saída do Estado, sem a necessidade de mais taxas ou emissão de novo documento. Dessa maneira todos se beneficiariam: o meio ambiente, com o combate ao desmatamento ilegal; e o poder público e os produtores, em economia, agilidade, efetividade das ações, competitividade dos produtos e, consequentemente, em desenvolvimento para todo o Estado.” A presidente informa que também é a favor de maior investimento e intensificação da fiscalização volante desde que se mantenha a do Distrito Industrial. “No tocante à preservação ambiental quanto mais controle melhor, ainda mais com um setor que segue todas as regras e se mostra solícito em apoiar fiscalização volante. Quero inclusive deixar meu convite aos membros do Cipem para que possamos sentar e, juntos, buscar solução desses impasses para o bem de Mato Grosso”, finalizou a presidente.

 

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