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06/03/2018 - 19h41
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Planejamento é essencial para atingir as metas financeiras

Fonte: icone
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Foto: REPRODUÇÃO

A maioria dos brasileiros não tem o hábito de guardar dinheiro, o que compromete a saúde financeira da família caso ocorra qualquer emergência. No país, infelizmente, não existe a cultura e o estímulo ao planejamento financeiro, seja ele a poupança ou outro tipo de investimento. A constatação é comprovada pelo Indicador de Reserva Financeira, divulgado em meados de fevereiro pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A pesquisa mostra que apenas dois em cada 10 consumidores (21%) guardaram dinheiro em dezembro de 2017, e que a maior parte, 71%, dos consumidores não conseguiu guardar qualquer quantia.

 

Mas, afinal, por que grande parte da população age assim? Na pesquisa do SPC/CNDL, entre as respostas dos entrevistados para justificar este comportamento estão a baixa remuneração, o desemprego, o endividamento e o descontrole financeiro. Porém, segundo especialistas, as principais causas da desorganização financeira estão relacionadas à falta de conhecimento, de costume, de organização, de disciplina e até de estímulo. Muitas vezes, as pessoas até têm motivos para juntar dinheiro, pois possuem algum sonho, mas não conseguem atingir suas metas porque são vencidas pelo forte apelo ao consumo e até por influência de amigos e familiares.

 

E quando a pessoa comenta que não junta dinheiro porque nunca sobra? Ou que jamais conseguiu guardar e que não é agora que será diferente? Está enganado quem pensa que é tarde para começar a se organizar e que é impossível poupar ou aplicar se não tiver um salário maior. A planejadora financeira e especialista em investimentos Jaqueline Metzner afirma que há mecanismos de comprometimento que se aplicados no dia a dia ajudam a pessoa a se planejar e atingir suas metas financeiras.

 

A primeira coisa a ser feita, segundo Jaqueline, é conhecer o perfil do investidor. Através da Análise de Perfil de Investimento (API) é possível saber se a pessoa é conservadora, moderada ou arrojada. Cada uma dessas características vai determinar o valor a ser aplicado, o que também está relacionado à condição financeira da pessoa. “Outro ponto fundamental é dividir os sonhos: de curto, médio e longo prazos. Pensar no futuro, quando reduziremos a carga de trabalho e pretendemos manter o padrão de vida. Então é preciso ter uma reserva, que neste caso é a previdência privada”, diz ao explicar que no curto prazo está o consumo eventual, fora as despesas fixas do mês, como um presente de aniversário, um jantar especial, viagens curtas entre outras, e que no médio estão a compra de um carro, de um imóvel, a faculdade dos filhos.

 

Para as pessoas que nunca foram organizadas, a especialista aconselha aplicar justamente o “mecanismo de comprometimento”, que é nada mais que comprometer uma parcela da renda com algo, o que evitará que a pessoa gaste com supérfluos. “A pessoa pode fazer uma aplicação na poupança, na renda fixa, na previdência privada. Várias opções estão disponíveis. Até mesmo o consórcio pode ser usado, não como investimento, mas como opção para se acumular capital durante determinado tempo para a aquisição de um bem ou serviço”, exemplifica.

 

O importante, segundo Jaqueline, é começar a se organizar. E para aqueles que deixam para guardar o dinheiro que sobra ela avisa, “nunca vai sobrar”. Segundo ela, a pessoa tem que reservar a quantia quando o dinheiro cai na conta e esquecer. “Tentar não contar com ele para nada. E o valor a ser reservado varia, de 10% a 30% da renda, dependendo das possibilidades da pessoa”.

 

Para quem quer começar a investir ou impulsionar as aplicações, a consultora de Negócios Pessoa Física do Sicredi Centro Norte, Juliana Rodrigues, afirma que a instituição financeira cooperativa possui um mix de produtos, cuja escolha vai depender do perfil do associado e do prazo que ele definir para resgatar essa aplicação. “Se é um investimento de pequeno valor e de curto prazo orientamos que seja utilizada a poupança, em que o associado pode fazer o resgate a qualquer momento, não tem carência nem data de aplicação e é isenta de imposto. Se tem mais tempo podem ser feitos depósitos a prazo, onde incidem taxas como fundos de investimento, previdência privada, entre outros”, sugere.

 

Assim como Jaqueline, Juliana aconselha que o associado tenha “três caixinhas”. A primeira delas para os sonhos, a segunda para a aposentadoria e a terceira para o curto prazo. “Se tenho 100 reais para guardar divido entre essas três caixinhas, e assim começo a me organizar financeiramente. É obvio que vai depender do valor a ser aplicado, mas a orientação é que o recurso seja sempre guardado pensando nessas três caixas, seja no valor de 100, 1.000 ou de 100 mil reais”, reforça.

 

Para quem tem dificuldade de juntar dinheiro, a consultora do Sicredi destaca que há investimentos programados, com débito automático na conta do associado. O Sicredi Invest é um deles, um produto de investimento de depósito a prazo, em que paga-se um percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ao associado dependendo do prazo e da aplicação que ele possui. “No internet banking e no aplicativo do Sicredi também temos um gerenciador de investimentos, que depois de identificado o perfil, o associado que começou a guardar dinheiro, seja através da poupança ou outras aplicações, ele coloca os objetivos de curto, médio e longo prazos ali e o gerenciador vai mostrar quanto ele precisa guardar para atingir cada objetivo”.

 

Rodrigo Rosa mora em Acrelândia (AC) e é associado do Sicredi há menos de um ano. É supervisor de embarque em um frigorífico na cidade e casado com Heloiza Oliveira, que é cabeleireira. O casal mora em uma casa própria e estava em busca de um investimento que gerasse renda no futuro. Juntos, eles pensaram e chegaram à conclusão de que o mercado imobiliário é um bom investimento. Na agência, Rodrigo conheceu o Sicredi Invest e contratou o produto, onde faz depósitos mensais para atingir seu objetivo, que é a compra de uma casa na capital, Rio Branco. “Calculo que vou investir uns R$ 160 mil e poderei alugar o imóvel, de dois dormitórios, por R$ 700 mensais, dependendo da localização. Já estamos negociando a compra”, conta ao comentar que ele e a esposa estão se esforçando para que, juntos, consigam atingir a meta traçada.

 

Já o contador Márcio Henrique Tosto, de Pontes e Lacerda, diz que optou pelo consórcio para juntar dinheiro para a compra de um automóvel para a esposa. “O consórcio é mais barato que o financiamento. Tem apenas a taxa de administração, que é baixa”, diz ao justificar a opção por esta modalidade de compra. Outro fator citado por ele é que se fosse juntar dinheiro espontaneamente para comprar o veículo seria bem mais difícil. “Com o compromisso das parcelas fica mais organizado e fácil de cumprir o objetivo”. Este é o segundo consórcio contratado por Márcio, que comprou o veículo dele da mesma forma, há cinco anos.

 

Segundo a planejadora financeira Jaqueline Metzner, por mais que seja difícil reservar uma parte da renda, é preciso criar o hábito de poupar e se ajustar aos poucos. Colocar os sonhos o papel, não deixar apenas no campo das ideias, onde eles não podem ser visualizados e desaparecerem com o tempo. “As pessoas precisam ter um projeto, escrevê-lo e olhar para ele sempre. Fazer o possível para alcançar o objetivo, seja ele fazer uma viagem, trocar de carro, comprar um imóvel, ou simplesmente poder ter um futuro tranquilo”.

 

Sobre o Sicredi

 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

O Sicredi Centro Norte, composto pelos estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, tem cerca de 376 mil associados, com 168 agências em 134 municípios. 

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