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29/09/2017 - 18h40
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Representantes do Comércio discutem reforma tributária com parlamentar de MT

Fonte: Luciane Mildenberger
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Foto: REPRODUÇÃO

A reforma tributária foi novamente pauta de discussão, mas desta vez entre representantes dos setores empresariais do comércio e serviços de Mato Grosso. Em reunião com o deputado federal e membro da Comissão da Reforma Tributária, Rogério Silva (PMDB), nesta sexta-feira (29.09), o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Cuiabá (Facmat), Jonas Alves, o presidente da Fecomércio, Hermes Martins, e o vice-presidente institucional da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá e da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL) de Mato Grosso, Paulo Gasparoto, pediram apoio para aprovação do projeto em tramitação no Congresso Nacional.

A reunião é um desdobramento da palestra sobre a reforma tributária realizada pela Facmat no início de setembro, em Cuiabá, com o deputado federal Luiz Carlos Hauly. “Na ocasião o deputado Hauly nos apresentou o projeto de lei da reforma tributária nacional e então decidimos entre as Federações do Comércio, Associação Comercial de Cuiabá e CDL Cuiabá fazer reuniões com os parlamentares de Mato Grosso para pedir apoio na aprovação da reforma tributária. Se a reforma será aprovada ainda não sabemos, tem um caminho grande até lá, mas temos que nos mobilizar para que isso aconteça”, afirmou Jonas Alves.

Segundo ele, é um movimento nacional e que está sendo feito em Mato Grosso também, para que os deputados caminhem na direção da reforma tributária e que ela realmente aconteça. “É muito importante que essa simplificação de impostos venha para melhorar o ambiente de negócios. Os empresários esperam há muitos anos que isso realmente aconteça para mudar o modelo de arrecadação de todo o País”, reforçou o presidente da Facmat.

Durante a reunião, que aconteceu na Facmat, o vice-presidente da CDL Cuiabá, falou da importância de realmente se concretizar a reforma tributária no País. “O que se busca mesmo não é a redução de impostos, é a praticidade, queremos a facilidade no pagamento do tributo e segurança jurídica para quem paga. Se vai aumentar ou diminuir já é outra história. O consumo tem que sair fora da tributação. A população não tem noção de todo imposto que ela paga. Eu queria fazer essa menção, acredito eu que temos que ter essa simplificação emergencial”, disse.

Gasparato ainda alertou sobre “as micro e pequenas empresas estão abandonadas e elas representam 90% da empregabilidade do comércio, senão tivermos melhorias emergenciais para esses setores, corremos o risco delas terem que fechar as portas e o desemprego ficar ainda maior no País”.

Já o presidente da Fecomércio, Hermes Martins, disse que esse é o papel das instituições, ou seja, “procurar os nossos representantes lá no Legislativo para que possam trazer uma reforma tributária que venha atender ao empresariado não só do estado de Mato Grosso, mas em nível nacional”, comentou.

Por sua vez, o deputado presente na reunião se comprometeu a acompanhar de perto o projeto da reforma tributária, afirmando ser importante no processo de desenvolvimento do País. “O modelo que foi apresentado pelo deputado Luiz Carlos Hauly, que tira aos poucos a tributação do consumo e joga para o ganho de receita de forma escalonada, é uma grande saída. O problema maior vai ser com outros entes da Federação, Estados e Municípios. As discussões ainda estão muito complexas, mas tem que dar um início, aprovar e depois faz os ajustes necessários. Já conseguimos avançar nas outras reformas, como a trabalhista e política, e temos grandes chances de avançar na reforma tributária”, ressaltou.

Para Rogério Silva, a reforma não tem desgaste nenhum, principalmente para os deputados. “O caminho é esse, começar a dialogar com os parlamentares. A reunião foi muito positiva e essa demanda é importante para que no momento em que estivermos discutindo item a item da reforma tributária possamos colocar as dificuldades que a classe empresarial está tendo no país. Em que pese o governo federal ter um dos piores índices de aceitação, é um governo que está aos poucos conseguindo estabilizar a economia, os índices de geração de emprego e das taxas de juros. Então nós precisamos dar sustentação na Câmara dos Deputados para que o governo possa avançar e avançar no sentido de ter um país mais produtivo, com menos impostos ou com uma distribuição de impostos mais equilibrada, principalmente com os estados”, concluiu o deputado.

 

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