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09/03/2019 - 11h58
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Dia da Mulher: levante-se e lute comigo!

Fonte: Euziany Teodoro
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Quantas vezes, no dia 08 de março, você recebeu flores, bombons, café da manhã na cama e muitos “parabéns”? Consegue se lembrar? Eu mesma não consigo. Mas questiono: é assim mesmo que devia ser?

 

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho, direito ao voto, direitos sociais e políticos.

 

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

 

No dia 25 de março de 1911, 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

 

Quem nunca ouviu falar da história das sufragistas, mortas “em combate” por cobrar o direito ao voto na Inglaterra? Elas desempenharam um papel revolucionário na história do país, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

 

Para mim, o Dia Internacional das Mulheres não é para ser comemorado com presentes e frases bonitas. É dia de lembrar a luta, uma luta que não acabou e não acabará até que nós e os homens tenhamos direitos iguais, salários iguais quando desempenhadas as mesmas funções, quando o feminicídio acabar, quando os estupros e mortes passionais acabarem.

 

A luta é diária.

 

Quantas vezes você ouviu frases como “está de TPM?”, “está irritada só porque é mulher”, “feminismo é pra quem não tem o que fazer”, “mulheres são mais fracas”. São inúmeras frases e situações que nos menosprezam e nivelam por baixo.

 

Eu mesma fui agredida de diversas maneiras: psicológica e fisicamente. E se não fosse por uma mulher que quase morreu por situações parecidas, Maria da Penha, hoje eu não teria uma lei que me protege e respalda.

 

Nesse 08 de março, faça diferente. Não dê parabéns, flores e bombons. Agradeça pelo trabalho e luta de suas mães, irmãs, esposas, namoradas, amigas. Lembre-as de que você, homem, reconhece e está disposto a lutar ao lado delas. Uma sua força às delas.

 

Neste 08 de março, não nos dê parabéns. Levante-se e lute comigo!

 

* Euziany Teodoro é jornalista em Cuiabá, mas também é mãe, filha e irmã.  

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