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09/09/2018 - 11h02
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De calor humano

Fonte: Eduardo Gomes de Andrade
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Em todas as eleições declaro voto, muito embora respeite quem não adote essa postura. Até o começo de outubro revelarei os nomes dos meus demais candidatos.

Lavouras de algodão somem de vista e na linha do horizonte misturam o céu infinitamente azul de Mato Grosso com o branco sem igual de suas plumas. Esse cenário de rara beleza se espalha por todas as regiões, mas não é somente espetáculo que enche os olhos: é palco de geração de emprego, renda, tributos, desenvolvimento e um dos marcos econômicos da Terra de Rondon. A cotonicultura mato-grossense responde por mais da metade das plumas brasileiras. Em 2017 injetou US$ 885 milhões na economia. A produção, com cuidados ambientais, resulta do empenho dos cotonicultores, mas para chegar a esse patamar superou entraves, que exigiram luta de lideranças do setor agrícola.

Na safra 96/97 Mato Grosso cultivou 55 mil hectares (ha) de algodão. Naquele período nossa cotonicultura deu dois importantes passos:

1 – Um grupo liderado pelo meu candidato, que citarei agora, criou o Núcleo do Algodão na Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) para enfrentar problemas fitossanitários.

2 – Para fortalecer a cotonicultura esse personagem articulou com o governador Dante de Oliveira e produtores rurais o Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat) – trabalho secretariado por Clóves Vettorato. Aprovada pela Assembleia, a Lei do Proalmat foi sancionada em junho de 1997.

Graças ao conjunto de ações da Fundação MT na pesquisa, e do Proalmat enquanto ferramenta de desenvolvimento, a lavoura aumentou, mas contra ela havia uma grande barreira criada pelos Estados Unidos.

OMC – Até março de 2005 os Estados Unidos subsidiavam sua cotonicultura, com protecionismo predador ao algodão brasileiro. A solução seria recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça.

Acumulando experiência na presidência da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e no Sindicato Rural de Rondonópolis, e também por seu trânsito nacional, esse personagem foi escolhido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para conduzir o questionamento.

A defesa sustentada por orientação desse personagem resultou na primeira derrota dos Estados Unidos na OMC no setor agrícola. Derrubado o protecionismo a lavoura avançou em todas as direções. Dos acanhados 55 mil ha cultivados em 96/97 Mato Grosso saltou para 782.900 ha com safra de 1,3 milhão/t de plumas – mais de 69% da produção nacional.

Antes da luta na OMC esse personagem também participou da criação da Fundação MT, da Ampa e da Abrapa.

Ao contrário da Câmara, que é palco de acirradas discussões e do açodamento parlamentar, o Senado é tribuna de sabedoria, articulação, ponderação – é o parlamento da prudência. O senador (e a senadora, também) quando preparado e conhecedor da realidade de seu Estado tem um canal fabuloso para a defesa de sua terra. Acredito que esse personagem tem esses predicados, o que me leva a ser seu eleitor.

Esse personagem tem defeitos por sua condição humana. Não se trata de uma castidade na terceira idade, pois política não é festa de escolinha infantil.

Compreendendo perfeitamente bem seu perfil com erros inerentes ao indivíduo criado à imagem e semelhança de Deus, o escolhi para ser um dos meus representantes no Senado.

Repórter em atividade há algumas décadas, acompanho sua trajetória e o desenvolvimento econômico e social mato-grossense nesse período. Sei que as ações acima pontuadas e que brotaram de sua visão e espírito de liderança o credenciam ao cargo. Na minha individualidade estendo a mão ao futuro de Mato Grosso em meio a uma corrente formada em defesa de nossa terra, pela qual tanto trabalha há muito tempo. Que essa união seja suficientemente forte para eleger Adilton Sachetti senador. Tenho certeza que ele tem o perfil talhado ao cargo.

Meu voto é reconhecimento por sua atuação classista em defesa da nossa economia, o que reflete socialmente nas cidades e no campo; de gratidão pela boa administração que conduziu em Rondonópolis quando seu prefeito; e por sua dignidade parlamentar na Câmara dos Deputados.

Um dos pilares da segurança alimentar mundial, campeão nacional de grãos, maior exportador de commodities agrícolas e terra de calor humano, Mato Grosso precisa de você, Adilton.

Eduardo Gomes de Andrade é jornalista

eduardogomes.ega@gmail.com

 

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