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07/09/2018 - 12h30
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Os encontros eternos

Fonte: Wilson Carlos Fuáh
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Estar sozinho não traz liberdade, porque ao rompermos uma união, passamos a viver como se fossemos metade de nós mesmo.

Somos seres sociáveis, em busca de uma pessoa para dividir compromissos, repartir emoções, admirar a beleza mútua, como quem escolhe dividir o prazer de viver de admirações, por isso, ninguém escolhe ser só, só para alimentar um sentimento de sofrer sozinho ou viver o lado bom da vida a dois, mas egoisticamente, muitos optam pela individualidade, pois ainda não aprendeu a receber e distribuir a felicidade.

A escolha de estar com alguém, nem sempre nos mostra por antecipação se vai dar certo ou errado.

Mas, importante é saber que a solidão, de certa forma, é um castigo, que nos traz sofrimentos, e que, ao produzir rompimentos, os castigos veem em forma de pena individualizada, mas só depois da separação, é que descobrimos e aprendemos como era delicioso ter alguém ao nosso lado, para dividirmos o lado bom e ruim da vida, pois os momentos ficam mais leve e suportável quando se vive a dois.

Com certeza, são nesses momentos de solidão que convencemos a nós mesmo, que é melhor não escolher a solidão como companheira, mas sim, escolher com quem melhor representa a possibilidade de ficar ao nosso lado.

Separar não leva a nada, porque a liberdade que a solidão nos traz, não serve para nada, porque ninguém nasceu para ficar sozinho, pois viver a vida ao lado de alguém é o maior presente que Deus nos deu, por isso, devemos repartir esse presente, pena que muitos não receberam ainda esse presente, e preferem viver com a alma vazia, alimentando sofrimento, simplesmente por não saber dividir tudo que há de bom na vida.

Despeça das psicoses urbanas, sabendo viver calmamente, aceitando todos os percalços e entendendo que a vida é formada pelas ousadias da sua existência social, pois quem não consegue mudar as rotas tortuosas e saber rever o superficialismo, serão comandado pelos descontroles emocionais e que fatalmente produzirão enormes rompimentos pela vida afora.

Quem escolhe a solidão como companheira, jamais experimentará o prazer de estar juntos, não sabe como é bom apaixonar-se todos os dias por uma mesma pessoa, mas fica a certeza de que, as pessoas que aprendem a desfrutar desse sentimento duplo, jamais ficarão sozinhas.


Economista Wilson Carlos Fuáh é Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com  

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