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09/07/2018 - 10h51
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Campanha digital eleitoral

Fonte: Cláudio Cordeiro
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A campanha eleitoral como muitos já devem ter conhecimento está mais curta este ano, após a mini Reforma Política aprovada pelo Congresso Nacional. O prazo de 90 dias para lançar nossos respectivos representantes ao poder reduziu para apenas 45 dias. A famosa campanha boca a boca se tornará mais digital.
O período é bastante curto para apresentarem as propostas, mas nada impossível com o apoio das redes sociais. Para usar essas ferramentas tecnológicas que conecta milhares de pessoas ao mesmo tempo e em qualquer lugar do mundo, é preciso todo um trabalho profissional.
Não apenas postar, compartilhar, pedir curtidas e comentários. É necessário empenho e engajamento. Como costumo dizer, o pré-candidato precisa publicar relevância e de forma segmentada.
O período eleitoral só começa de fato no dia 16 de agosto e está permitido a realização de comícios, carreatas e distribuição de material gráfico. Mas, o trabalho de pré-campanha já começou e muitos estão perdendo tempo, pois não estão se intensificando no projeto eleitoral e defendendo suas causas e ideias. Como resgatar o tempo perdido? Utilizando as redes sociais. Os canais de comunicação como WhatsApp e as plataformas digitais do Instagram ou mesmo a do YouTube, FaceBook, entre outras.
De acordo com o artigo 36-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), não configuram propaganda eleitoral antecipada a menção a uma pretensa candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos, desde que não haja pedido explícito de voto.
Em outras palavras é quando o pré-candidato pede o voto do eleitor. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) já recebeu oito denúncias neste ano sobre propaganda eleitoral antecipada. O número é menor que de 2014, quando foram registrados 17 denúncias.
A rede social hoje se tornou uma ferramenta de trabalho à entretenimento. Um canal democrático para troca de experiências e vivências de forma coletiva. O termo ‘rede social’ é justamente para atingir uma série de pessoas de determinado grupo. E trabalhando esse mecanismo na política é preciso conhecer também o seu público-alvo.
Essa é a vez da eleição na Internet. O trabalho tem que ser constante. Acampanha vende uma ideia, vende projeção do que o eleitor quer e espera para o país, para o seu estado e principalmente para a região, cidade que ele mora. Ele já convive com os problemas de serviços públicos e a política cada vez mais defasada. O eleitor quer ver soluções e o trabalho de casa feito.
Um trabalho de marketing eleitoral digital está além de apenas publicar, como já disse, não é isso, é trabalho de coleta de dados, de qualificação, de demonstrar o seu potencial e o que você [pré-candidato] pode contribuir com o desenvolvimento do estado e do país.
A proposta de utilizar as redes sociais em uma campanha política é de poder alcançar muito mais pessoas do que em meios tradicionais de comunicação (não menosprezando o papel importante da TV, rádio, jornal impresso), mas de fato, poder agregar valor ao discurso de maneira mais dinâmica e podendo utilizar todos os seus artifícios.

 

Cláudio Cordeiro
Publicitário/Marqueteiro/Advogado
Publicista do Festival Internacional de Propaganda-ALAP
Diretor da Gonçalves Cordeiro
Membro da ABCOP/FENAPRO/SINAPRO-MT


 

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