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08/05/2018 - 07h46
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FIPE, para o povo, tem que ter as portas abertas

Fonte: Cézare Pastorello
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Ainda durante a minha campanha para vereador e a do Francis para prefeito, em 2016, um dos pedidos mais frequentes era que o FIPe (Festival de Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres) voltasse a ser realizado em setembro e com os shows principais abertos à população.

Por conta disso, como vereador, um dos meus primeiros requerimentos, em 2017, foi o da prestação de contas do FIPe 2016 e, depois, do FIPe 2017. Neles pude constatar que as despesas realizadas, com dinheiro público, custearam os shows que aconteciam todos os dias no Palco 2 e nas atividades principais do FIPe, que envolvem o torneio de pesca, propriamente dito, nas várias modalidades, além das outras atividades culturais e esportivas.

Mas, ainda ficava aquela dúvida em relação aos shows nacionais, trazidos durante o FIPe, e explorados por empresa privada. Questionei muito isso, até que, não sem conflito, eu entendesse a composição. Quem me conhece sabe o quanto eu sou questionador, mas, o Secretário Júnior Trindade conseguiu me pontuar o porquê de ter sido feito assim.

Os shows foram oferecidos por uma empresa, dentro do calendário do FIPe, porque não havia captação de recursos suficientes para que eles fossem de graça, em partes, por falta de certidões plenas da prefeitura. Então, ou era com uma empresa parceira, ou não teria os shows nacionais, que ainda são, para muitos, a grande atração.

Tratava-se, portanto, de uma parceria público privada, onde o município entrou com o calendário e parte da estrutura, e um empresa privada entrou com o custeio dos shows e teve lucro. Parceria nos mesmos moldes como a que está sendo feita no Residencial Santa Efigênia, onde a prefeitura está usando seu maquinário para fazer a estrutura e os moradores estão pagando uma empresa privada para fazer a pavimentação.

Porém, isso ainda não é suficiente. Assim como a expectativa é de que toda a pavimentação da cidade seja feita com recursos públicos, já que pagamos tantos impostos, a expectativa também é a de que os shows, todos eles, sejam gratuitos, porque cultura também é obrigação do Estado.

Assim como a pavimentação tem um custo que o município não conseguiria arcar sozinho, o FIPe deve seguir o mesmo caminho para ser viabilizado: recursos estaduais e federais. Neste caso, das verbas destinadas à Cultura.

E não é pouco dinheiro que o Estado e a União têm para a cultura. Muitas vezes, ele é mal utilizado e direcionado para os grandes centros. Então, cabe aos gestores municipais e aos representantes locais buscarem essas fontes de recursos, que são vinculadas à cultura. Se esses recursos não forem aplicados aqui, serão aplicadas em outra cidade.

E como eu disse, a fonte não é de poucos recursos. Para se ter uma ideia, só da Loteria Federal, 3% de todas as apostas vão para a Cultura. No orçamento do Estado, também são milhões.

Então, já que por outros motivos, o FIPe não será realizado em setembro, que ele seja de portas abertas para a população cacerense, que tem direito e merece acesso aos recursos que são destinados para a Cultura, e que se multiplicam dentro da cidade, aquecendo sobremaneira o comércio e gerando milhares de empregos temporários.

Por isso, a vontade da população cacerense é um FIPe para o povo, com entrada livre para toda a sociedade.

 

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Cézare Pastorello é vereador em Cáceres

fb.com/VereadorCezarePastorello 

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