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03/02/2018 - 08h39
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A volta do fantasma do atraso salarial

Fonte: Henrique Lopes do Nascimento
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O governo Taques tenta assombrar os/as servidores/as públicos/as de Mato Grosso com o recorrente fantasma do atraso salarial. Esse lençol é velho conhecido e já foi usado no governo Frederico Campos, Jaime Campos, Bezerra. Ele aparece todas as vezes em que os interesses privatistas tentam abocanhar os recursos públicos.
É preciso deixar claro que a função do governo estadual é assegurar o perfeito funcionamento da máquina pública, em prol de garantir à população os serviços mantidos com o pagamento de impostos. Isso significa priorizar os salários, as condições de trabalho dos/as servidores/as e garantir infraestrutura dos serviços à sociedade.
Surpreendentemente no mês de janeiro o lençol foi posto para quarar. A técnica antiga, aplicada pelas lavadeiras para clareamento de roupas, é tão tradicional quanto a prática política do atual governo do estado. A retórica de crise, contingenciamento e falta de recursos foi derrubada da noite para o dia, quando os/as trabalhadores/as da educação reagiram a ameaça do descumprimento dos direitos. Em 12 horas os salários apareceram nas respectivas contas dos servidores/as públicos/as.
A história de luta dos/as educadores/as nos assegurou conquista há muito consolidadas, como as Leis de Carreira. Por isso, deixamos claro para o governo que não fazemos acordo para descumprir direitos. Um estado como Mato Grosso, que aparece na mídia nacional líder no ranking de empregos, de produção agrícola, de desenvolvimento, não justifica faltar recursos para pagamento de salários dos/as servidores/as públicos/as.
Diante dessa realidade reafirmamos que, as prioridades do governo é que estão equivocadas. Nós servidores/as existimos para funcionar a máquina pública. Somos nós que executamos os serviços públicos de direito dos/as cidadão/ãs. A arrecadação estadual tem que assegurar o pagamento de salários. Os números divulgados na mídia constatam que recursos existem o que falta é prioridade na administração deles. O Sintep/MT sempre alertou para as chamadas isenções e renúncias fiscais como equívocos e desvios de finalidades dos recursos públicos.
É recorrente na história sindical da educação pública de Mato Grosso o enfrentamento as políticas de governos, cujo o interesse está longe de ser a preocupação com a sociedade. A maioria dos gestores que passaram pelo Palácio Paiaguás sempre esteve a serviço dos interesses dos grandes empresários, do agronegócio, que por anos são favorecidos por políticas econômicas contrárias aos interesses da população ou mesmo dos/as servidores/as públicos. Nossa resistência é nossa força!

Henrique Lopes do Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT)
 

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