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07/01/2018 - 10h37
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O PSDB, o PT, o PMDB e a geração dos anos 90

Fonte: Caiubi Kuhn
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O Brasil passa atualmente por uma inversão da pirâmide etária, essa mudança é proporcionada devido a redução da taxa de natalidade e significa o começo de um processo de envelhecimento da população. A geração que marca o início dessa inversão é chamada de geração do bônus demográfico, e esse bônus traz com ele desafios e oportunidades incríveis para o país.


A geração do bônus demográfico no Brasil é a minha geração (nasceu nos anos 90). Fomos a maior geração de crianças, somos a maior geração de jovens, e seremos também a maior geração de idosos do Brasil. Durante o período que essa geração estiver em idade produtiva ativa, o país terá uma força de trabalho incrível, agora isso pode ser um ponto muito positivo ou um grande problema social.


A geração do bônus demográfico precisava ter tido acesso a uma educação de qualidade e universal, mas não tivemos. Infelizmente no nosso país ainda existe analfabetismo infantil e muitos jovens nem se quer chegaram a terminar o ensino médio. Também não temos acesso a credito a baixo custo, já que por aqui as taxas de juros são altíssimas, fato que dificulta o empreendedorismo e outras coisas fundamentais como acesso a moradia própria.


Com o termino do ano de 2017 todas as crianças da década de 90 estão agora com idade entre 18 e 27 anos, ou seja, estamos todos chegando ou já estamos no mercado de trabalho. Além do cenário de crise econômica, um outro desafio do Brasil é o chamado desemprego estrutural que é quando se tem uma vaga de emprego, mas não se tem a pessoa qualificada para o posto, essa situação afeta tanto o empreendedor que não consegue contratar, como o cidadão que não consegue emprego por ainda não possuir a qualificação adequada, e por fim, afeta o estado que precisa dar resposta ao problema social gerado em partes por ele mesmo.


Para mudar esse quadro é preciso investir em educação e em qualificação profissional, é preciso também possibilitar acesso ao credito de baixo custo para o cidadão comum, precisamos fortalecer as políticas de estado de controle de natalidade, e é lógico, nossa juventude precisa ter cada vez mais voz.


A situação atual dos jovens do Brasil é resultado de governos que pouco fizeram para proporcionar as condições de desenvolvimento necessário para a geração do bônus demográfico e para o país. Poderíamos ter feito como outros países que investiram fortemente na educação e na qualificação dos jovens e com isso tiveram resultados fantásticos. O cenário atual demonstra que a educação não foi prioridade para nenhum governo nas últimas décadas, existiram os que investiram um pouco mais e outros um pouco menos, houveram avanços, mas nenhum dos governos que passaram fizeram a verdadeira transformação na educação que este país precisa. Perdemos muitas oportunidades, mas quantas mais nosso país irá jogar fora?


Caiubi Kuhn
Geólogo, mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Docente do Instituto de Engenharia, Campus de Várzea Grande, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);
Conselheiro-Titular do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA);
Diretor de Benefícios e Relações Sindicais do Sindicato dos Geólogos do Estado de Mato Grosso (SINGEMAT);
Presidente da Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE)
E-mail: caiubigeologia@hotmail.com

 

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