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29/09/2017 - 18h57
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Por que investir em um profissional que provavelmente vai sair da empresa?

Fonte: Lorena Lacerda
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Nos últimos 20 anos tenho ouvido essa pergunta com bastante frequência. Incrível que o tempo passa, o mercado amadurece, a competitividade aumenta e as empresas continuam acreditando nos mesmos paradigmas.

Como é fácil mudar processos, ferramentas e métodos, se comparado com a mudança de modelo mental ou “mindset” – jargão do mundo dos negócios que significa “forma de pensar”, a maneira como compreendo, interpreto e julgo as situações que vivo.

Este tipo de pergunta reforça minha percepção de que o discurso das empresas é bastante diferente da prática. Vejam quantas empresas declaram em sua visão, missão e valores que o seu diferencial “são as pessoas”.

Todos os negócios são feitos de pessoas. Óbvio, não? Então, como um negócio pode evoluir, crescer e prosperar se as pessoas que o compõem também não evoluem, crescem e prosperam? Simples essa lógica, não acham?

Ambientes em que há alta rotatividade de funcionários refletem exatamente a falta de uma cultura de valorização das pessoas. Muito provavelmente as condições de trabalho, perspectivas de crescimento e aprendizado, políticas de remuneração e reconhecimento são falhos ou insuficientes para o nível de desafio e pressão a que as pessoas são ali submetidas.

Quanto mais sua empresa exige, quanto mais ela cobra, mais precisa prover recursos para que as pessoas tenham condições de entregar as metas e objetivos definidos.

Entenda: nenhuma empresa está livre do fantasma da perda de talentos. Todas, sem exceção, precisam considerar uma taxa de rotatividade como parte do negócio. Afinal, as pessoas têm seus projetos pessoais e seus próprios objetivos, que nem sempre estão alinhados com os objetivos das empresas.

Porém, enquanto a pessoa ainda estiver no negócio, ela precisa ter condições de entregar aquilo que se espera dela! E, para isso, precisa ser, sim, treinada – tanto nos conhecimentos técnicos quanto nos aspectos comportamentais.

Talvez, ao por perceber na empresa um ambiente de aprendizado e crescimento, a pessoa repense a sua saída da empresa. Sim, está provado que empresas que treinam reduzem suas taxas de rotatividade!

A pergunta, então, está errada. Ao invés de se perguntar o porque de investir em alguém que pode sair da empresa, pergunte-se: “o que posso fazer para aumentar a minha retenção de talentos?”.

Mas, não adianta se fazer essa pergunta sem ser humilde para reconhecer os pontos fracos de sua empresa! Com arrogância, você nunca compreenderá o que precisa mudar, continuará perdendo talentos e trilhando o caminho para o fracasso ou baixa performance dos seus negócios.

Lorena Lacerda é Diretora Geral do Grupo Valure, associado FDC em MT, Coach de Executivos e Times há mais de 17 anos, Mentora de Gestão e Treinadora de Líderes.
 

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