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28/09/2017 - 17h14
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A crise continua azedando

Fonte: JUACY DA SILVA
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Diferente do que muita gente imagina ou afirma, a crise brasileira, principalmente a crise política, longe de estar próxima de seu fim, a cada dia está ficando mais complicada e de difícil solução ou como se diz na linguagem popular, está azedando.
Mesmo que o espírito de corpo ou de porco da Câmara Federal e também do Senado venha demonstrando que dificilmente a segunda denúncia contra Temer, agora vindo também recheada com mais dois amigos do peito do Presidente, os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, deverá ter prosseguimento para que o Supremo Tribunal Federal invetigue Temer, desta vez por organização criminosa e obstrução de justiça, isto não significa que as denúncias, a primeira e esta segunda, vão para a lata do lixo. Vão ficar apenas suspensas, aguardando até que Temer termine seu mandato usurpado de sua antiga aliada Dilma e seja investigado, julgado e podendo até ser preso, como deve acontecer com o ex Presidente Lula, que já foi condenado pelo Juiz Sérgio Moro a quase dez anos de cadeia.
Para o povo, os eleitores e contribuintes, é duro e vergonhoso saber que o Presidente da República e pelo menos até agora dez de seus ministros, tenhan sido denunciados por corrupção passiva, formação de quadrilha, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, apropriação indébita (roubo), tráfico de influência e outros crimes de colarinho branco.
De forma semelhante, mais de uma centena de parlamentares federais, deputados federais e senadores, também foram denunciados ao longo dos últimos dez anos pela Procuradoria Geral d República por cometerem diversos crimes de colarinho branco. Todos esses parlamentares gozam dos privilégios dos cargos e também são protegidos pelo famigerado foro privilegiado, que lhes garante serem investigados apenas pelo Supremo Tribunal de Justiça, uma excrecência jurídica que, pela morosidade do STF, acaba favorecendo a impunidade dos poderosos e que precisa ser extinto o mais breve possível se quisermos ter uma democracia de verdade e que o princípio da igualdade de todos perante a Lei seja um fato e não apenas uma figura de retórica.
Para complicar este quadro e azedar ainda mais a crise política, o STF acaba de afastar de seu mandato o todo poderoso Tucano, que quase chegou a Presidência da República, Aécio Neves, negando parte do pedido feito pelo então Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, para que, além de ser afastado de seu cargo, o Tucano também fosse preso, como aconteceu com o Sen Delcídio do Amaral, então líder do Governo Dilma no Senado.
Mesmo negando esta parte do pedido da Procuradoria Geral da República, uma das turmas do STF entendeu que o senador Aécio além de ser afastado deve “permancer” em casa a noite e aos finais de semana e feriados, situação muito semelhante ou igual a uma prisão domiciliar, mesmo que sem tornozeleira eletrônica, como aconteceu com o ex governador Garotinho ou o amigão de Temer, Ex ministro Gedel Vieira de Lima, aquele que foi pego com um montão de dinheiro, R$51 milhões de reais em malas, caixas de papelão, muito mais do que os deputados de Mato Grosso recebiam a título de propina ou 510 vezes o que Rodrigo Loure, o ex assessor de Temer apanhou em uma pizarria e saiu correndo com uma mala preta nas ruas de São Paulo.
Qualquer semelhança com bandidos que assaltam bancos, lojas e residências é mera coincidência.
Relativamente ao afastamento de Aécio está havendo uma grande “articulação” entre o governo Temer, o Senado, a Câmara Federal e há quem diga que com apoio dissimulado de algumas figuras expoentes do Judiciário, para livrar tanto o senador Tucano e muito mais do que isto, evitar que dezenas de figurões do Congresso Nacional e os ministros de Temer que estão sendo investigados pelo STF tenham o mesmo destino do Tucano ou aconteça como de um deputado federal que está preso na Papuda e todos os dias vai `a Câmara Federal para “trabalhar”.
Se o Senado “revogar” ou não aceitar a decisão da turma do STF, com certeza estaremos diante de um confronto ou um conflito institucional grave, situação muito próxima `a descrita pelo General de Exército Antônio Hamilton Martins MOURÃO, em conferência proferida recentemente na Maçonaria , Grande Oriente do Brasil, em Brasília, onde disse com todas as letras que se as Instituições Nacionais, principalmente o Judiciário não resolver a crise que se agrava, não restaria `as Forças Armadas outra opção a não ser uma intervenção que “resolvesse’ esta crise. Pronunciamento que ainda continua ecoando tanto nas casernas quanto no meio politico, empresarial e na mídia.
É aguardar para ver. De uma coisa estou certo, é uma lastima para o Brasil e para o povo saber que estamos sendo governados por um grupo de pessoas que teimam em roubar os cofres publicos e continuarem impunes.


JUACY DA SILVA, professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, articulista e colaborador de jornais, sites, blogs. Twitter@profjuacy Email professor.juacy@yahoo.com.br Blog www.professorjuacy.blogspot.com
 

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