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01/06/2011 - 09h51
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QUATRO NOTÍCIAS

Fonte: Gabriel Novis Neves
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As estrelas atuais da mídia são: o enriquecimento lotérico do médico do interior de São Paulo, a fala da professorinha de  Natal (Rio Grande do Norte), a famosa cartilha do MEC, e o vídeo contra a homofobia.
 
Em plena gestação de uma Copa do Mundo, na terra do futebol, o assunto foi esquecido.
 
Na política, mesmo com a humilhante derrota do governo  na Câmara dos Deputados para os fazendeiros, o comentário ficou por conta da irritação da presidente, e nada mais.
 
Nem mesmo a metralhada do ex-presidente da UNE, relator do projeto dos ruralistas, em cima do líder do governo, ganhou as páginas dos jornais.
 
O nosso MEC, em surdina, gastando o nosso dinheiro e sem consultar ninguém, edita uma cartilha ensinando o errado às nossas crianças, e faz a sua distribuição por este território de mais de oito milhões de quilômetros quadrados.
 
Depois da cartilha que ensina a gramática errada às crianças, a presidente foi alertada  pela imensa e poderosa bancada  evangélica na Câmara, sobre um vídeo que o MEC encomendou, para combater a homofobia nas escolas.
 
Já assisti pela internet vídeos dessa campanha educativa.
Muito proveitosa para a bolsa Louis Vuitton da autora da façanha.
 
O número de acessos desse vídeo na internet está em empate técnico com o da professorinha de Natal, que para comprar uma dessas bolsas, ensinando a gramática correta, precisaria trabalhar dez anos em três turnos.
 
Alguns países não permitiram a sua divulgação e, por incrível que pareça, são aqueles que mantêm a maior afinidade diplomática e ideológica com o Brasil.
 
O MEC deveria fazer uma cartilha, como a da FIFA, elaborada e aprovada por todos os países, que participam dessa federação internacional. No nosso caso seria com a aprovação dos Estados. Citarei alguns trechos da cartilha da FIFA.
 
Político ou técnico de futebol "prestigiado", ou já foi demitido, ou aguarda substituto.
 
Como exemplo de prestígio político, presenciei pela televisão a invasão de Sinop por uma "força tarefa" do governo Federal. Duzentos homens da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária (PRF) e, até, do Exército Brasileiro, se mobilizaram para conter a ação dos desmatadores.
 
As pressões mundiais,  assim dizem os jornais, em torno do desmatamento na Amazônia Legal, foram as responsáveis por essa força de segurança e pela  "visita" dos ministros Isabella Teixeira (Meio Ambiente) e Luiz Eduardo Cardozo (Justiça) a nosso Estado.
 
Sabe o que disseram os ministros no seu retorno a Brasília?
 
"Todo o nosso apoio ao governador, que fez um compromisso com a presidente, dizendo que, agora, vai fiscalizar e o desmatamento será reduzido."
 
Não foi no governo atual, de mais de um ano, que o desmatamento cresceu?
 
Nas fotos do nosso governador, a sua fisionomia não era nada de amigos, como sugere a truculenta ministra do Meio Ambiente.
 
Foi emblemática a foto do governador de semblante fechado, mãos na cintura e cercado por militares de uniforme verde.
Quando no futebol o técnico percebe algum jogador com mãos na cintura, imediatamente providencia a sua substituição. Motivo alegado: cansaço.
 
Com essa historinha, longe de eu pensar como técnico de futebol...
 
Política e futebol têm inúmeros pontos convergentes. Agora, que Mato-Grosso sofreu uma intervenção federal, ninguém discute.
 
Que o desmatamento ficou incontrolável nos dois últimos anos, até o meu engraxate comentou comigo.
 
Que a nossa bancada federal em Brasília é conhecida como ruralista, aquela da logomarca do motosserra,  o catador de lixo sabe.
 
Quanto à nova Cartilha do MEC, a presidente nada pode fazer. Estava nas escolas, mas proibiu o vídeo de combate a homofobia, ouvindo os sábios conselhos evangélicos da bancada dos pastores e apóstolos.
 
O médico do interior de São Paulo não falou ainda para explicar o seu enriquecimento, bem diferente do caseiro da Piauí que falou e provou a sua inocência.
 
Mal sabe o morador da Casa Civil que a internet, já divulgou o nome dos seus estranhos clientes, com as datas dos pagamentos das "consultorias financeiras" e valores.
 
Quatro notícias. Quatro grandes problemas para a nossa presidente.

Gabriel Novis Neves é médico

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